16/03/12

Considerações Sobre o Pro Tools

Após muito tempo sem postar devido a problemas nas gravações, fui obrigado a abandonar o Studio One (ST1) e tentar o Pro Tools. Resumidamente, tenho observado muitos ruídos em minhas gravações e como parte das tentativas de solucionar o problema, optei por tentar o Pro Tools 9.

Escolhi o Pro Tools porque ele era um dos poucos DAWs os quais eu nunca havia utilizado. Já trabalhei com Nuendo, Logic, Studio One, Reaper, entre outros, mas apesar de ter duas interfaces M-Audio, nunca consegui usar o Pro Tools por problemas de instalação no computador, e sendo ele o principal DAW em todo o mundo, me sentia um excluído digital por nunca ter botado as mãos em um. Desta vez, obtive emprestado uma cópia do programa para teste, versão 9.0.1.

Minhas expectativas: Sempre sonhei em usar o Pro Tools, principalmente agora que a Avid liberou todas as interfaces e aumentou o limite de tracks de gravação de 18 (na versão LE e M-Powered, agora extintas) para 32 na versão normal e ilimitadas na versão HD. Esta última não é vendida, mas é dada quando o usuário compra a interface HDx, que custa inicialmente $6000!!

Sempre ouvi muita coisa sobre o Pro Tools, fácil utilização, estável, bonito, etc.

Na prática: o programa demora para iniciar, muito mais que o Studio One, mas depois de pesquisar um pouco descobri o motivo: o programa carrega todos os plug-ins instalados no computador ao iniciar, o que demanda tempo, mas economiza processamento e memória na mixagem. Após iniciar e criar uma “session” (o equivalente para “song” no ST1), o Pro Tools apresenta sua famosíssima área de trabalho (figura 1) e área de mixagem (figura 2).

Figure 1 – Área de trabalho do Pro Tools 9

Figure 2 – Área de trabalho do Pro Tools 9

No começo foi difícil gravar com ele. O Pro Tools possui uma interface de configuração extensa, e se o usuário não souber utilizá-la corretamente, não irá fazer nada no programa.

Isso porque o Pro Tools exige uma máquina potente para rodar direito, e mesmo uma máquina potente pode apresentar erros na hora de gravar se o programa não for configurado corretamente, ou melhor, se o usuário não souber o que está fazendo, o que foi o meu caso.

Meu iMac possui um processador intel core 2 duo de 3.06 ghz, com 4 gb RAM e hd de 500 gb e 7200 rpm. Nada mal certo? Não para o Pro Tools. O ST1 sempre rodou tranquilamente nesse sistema, mas não consegui gravar mais de 30 segundos no Pro Tools, porque uma mensagem de erro indicando CPU overload aparecia.

Lendo na internet mexi nas configurações e nada. Fiquei dois dias assim. Após quase desistir, achei uma matéria da revista Sound On Sound, uma respeitada revista internacional sobre gravações, e confiando nela, ajustei as configurações.

Pronto! Gravei uma música, duas, três sem problemas! Na hora de mixar, tudo ok, e também para o bounce (gerar a master). Moral da história, o Pro Tools não é o programa mais fácil de mundo, principalmente se você pretende gravar 32 tracks como eu.

Mixagem: O Pro Tools se mostrou bem fácil de mixar, mas não tente abrir um plugin enquanto a música toca! Pare a música, abra o plugin, e aperte o play novamente (figura 3). O que mais me surpreendeu foi após o bounce, quando ouvi a música no iTunes, o volume estava bastante satisfatório, não muito longe dos álbuns profissionais, muito bom pra uma música não masterizada. No Studio One as mixagens sempre ficavam baixas demais.

Figure 3 – Mensagem de erro ao abrir o plugin com a música tocando no Pro Tools 9

Primeiras conclusões: Apesar de ter problemas, adorei o Pro Tools. Não sei se por sempre ter sonhado usar o programa, tive uma paciência maior para usá-lo corretamente, mas adorei. Ainda tenho o Studio One no meu coração, mas caso consiga gravar com o Pro Tools sem os problemas observados no ST1, Pro Tools na cabeça!

Obs: Aos que desejam se aventurar neste mundo um aviso, reservem dinheiro! O programa é mais caro e o plug-ins são mais caros, pois os plug-ins de Pro Tools são especiais para ele. E não confiem nas configurações da internet.

Abraços

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Comentários

  1. Eu usava o Sonar, e agora instalei o Pro tools, mas não estou conseguindo se quer soltar pra ouvir alguma coisa. Ja fiz as configurações, pesquisei na internet, mas não vai. Tenho alguns projetos ja gravados que um amigo meu me passou para eu ficar testando e tentando aprender a mexer no Pro tools, mas não sei o que acontece, que quando aperto para tocar, só fica piscando e não toca. Você tem alguma idéia do que possa ser? Estou a uma semana tentando mexer e não consigo 🙁

  2. Gostaria de saber se já usou o cubase? estou querendo muito entrar no ramo, inicialmente nada profissional, gostaria que vc me recomendasse um bom programa! Cubase, Nuendo, Reason, Sonar, Protools. Lembrando meu notebook é um Core i5(dual core) 4gb de ram!

    • Ronnie, quando eu fui para DAWs mais profissionais, eu comecei usando o Cubase. Programa de primeira categoria! O problema é que ele era meio pesadão. Hoje eu só uso o Studio One, e sempre recomendo pra todos!

      Se o teu trampo não vai ser profissional, o Studio One é perfeito. Até para trabalhos profissionais ele é perfeito, mas como o ProTools é padrão de mercado… não da pra fugir muito dele.

      Enfim, teste o PreSonus Studio One! Pela home do blog, vc tem acesso a um artigo que eu fiz com os primeiros passos no programa!

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